Dobrei a esquina, a poesia estava lá. Passei a mão pelos cabelos, fiz cara de conquistador barato e fui domar a fêmea. Mas, nunca foi fácil. Entre rimas – umas preciosas, outras nem tanto –, às vezes me é intangível. Persigo-a desde sempre. Superior, ri de mim. Desaparece meses. Aí, surge do nada, deita-se a meu lado e, antes que me dê conta, sai sem dizer adeus. Mas, há dias raros, em que aparece generosa e faz amor com minha verve. Então, não sou poeta. Sou amante da poesia que me esnoba (André L. Soares - Todos os direitos registrados). |